Amigos e seguidores do blog criaram uma expectativa quanto ao primeiro post que eu escreveria sobre minhas viagens pelo Brasil. Depois de muito refletir e pensar, decidi e escrevi sobre São Gonçalo do Rio das Pedras, deixando muita gente surpresa com a beleza e a rica história colonial dessa vila de Minas Gerais. Demorei a definir qual seria o próximo lugar do Brasil que eu apresentaria minha descrição, comecei a escrever sobre Paraty, mas achei melhor visitá-la novamente para tirar boas fotos. Assim, decidi que deveria expor o meu olhar sobre a cidade onde nasci e vivo.

O cartão postal mais relevante do Rio de Janeiro é o Pão de Açúcar.

Para os viajantes que procuram o Rio de Janeiro, eu poderia dar tanto indicações interessantes quanto alertas sobre pontos nevrálgicos e de risco, cuja visita eu não aconselharia. Mas inicio descrevendo o meu impacto, ainda jovem, quando fui, pela primeira vez, à zona sul da cidade, que é a região nobre do Rio. Lembro-me que eu tinha uns 13 anos  e, com meu pai, fui a Copacabana, local de trabalho de um tio. Quando o ônibus saiu da avenida Rio Branco e entrou no Aterro do Flamengo foi impressionante! Os meus olhos de menino viram uma paisagem diferente de tudo que até aquele momento eu conhecia da cidade! Conforme o ônibus fazia o seu trajeto, eu adorava toda a beleza do Aterro, até que uma das mais lindas imagens da cidade surgiu à minha esquerda, era o majestoso Pão de Açúcar. É muito belo!

Centro do Rio de Janeiro, a avenida Rio Branco e o início do Aterro do Flamengo, local onde comecei a ficar impressionado com a beleza do Rio, nos meus 13 anos.
O Aterro do Flamengo, a Marina da Glória, a Baía de Guanabara e, ao fundo, à esquerda, o majestoso Pão de Açúcar.

Mapa do Aterro do Flamengo

É claro que ver o Pão de Açúcar desde o Aterro ou de outros pontos da cidade não é tão bonito quanto ter a sensação de chegar até o alto do morro, cuja altitude é de 396 m. O belo cartão postal do Rio de Janeiro é composto pelos morros do Pão de Açúcar e da Urca, que tem 220 m de altitude. Esse complexo rochoso formou-se a partir do afloramento de rochas magmáticas do tipo granito, que posteriormente se transformou em granito-gnaise, que, sendo mais frágil à erosão, foi moldando o morro até o formato atual.

O morro da Urca é a primeira parada do bondinho, que depois leva o visitante ao morro do Pão de Açúcar.

Na ponta do complexo geológico do Pão de Açúcar encontra-se o morro Cara de Cão, com 92 m de altitude. Na parte plana entre esse morro e o morro do Pão de Açúcar, a cidade foi fundada em 1º de março de 1565. Esse fato histórico ocorreu por cobrança da Coroa Portuguesa, objetivando assegurar a posse das terras que estavam ocupadas por franceses há dez anos. Estácio de Sá, comandando uma esquadra, criou uma área fortificada no local fincando estacas de madeira e dando origem a um pequeno arraial devoto de São Sebastião. O local da fundação do Rio de Janeiro é atualmente ocupado pela Fortaleza de São João, na Urca.

A Fortaleza de São João, na Urca, é o local no qual ocorreu a fundação do Rio de Janeiro. Na foto vê-se, à direita, a praça da Fundação junto à praia de Fora.

Foto do site: https://www.riodejaneiroaqui.com/pt/portao-e-muralhas-historicas.html

Sempre acho importante pontuar um pouco da história da cidade para que os seguidores entendam a relação entre a formação do espaço geográfico e o transcorrer do tempo. O território no qual hoje se situa a cidade do Rio de Janeiro foi fundada pelos portugueses em 1565, entretanto, Américo Vespúcio já havia passado por terras cariocas em 1º de janeiro de 1502. Como se tratasse de uma expedição de reconhecimento do litoral brasileiro, os cartógrafos da esquadra acreditaram que a boca da baía de Guanabara fosse a foz de um rio e, como era janeiro, deram o nome de Rio de Janeiro.

A expedição comandada por Américo Vespúcio chegou à baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502. Pensando que fosse um rio, batizaram como Rio de Janeiro.

Foto do site: http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=62

Percebe-se que o complexo do Pão de Açúcar tem uma importância relevante na história da cidade, mas, em 1912, com a inauguração do teleférico, em que cada visitante vai de bondinho da praia Vermelha ao alto do morro do Pão de Açúcar, essa relevância aumentou, pois o local se tranformou num ponto turístico espetacular para o Rio de Janeiro. Indico que a subida deva ser feita no meio da tarde para que se possa vislumbrar o mais lindo pôr do sol da cidade. Acredito que todo viajante que chega ao topo do Pão de Açúcar e vivencia esse momento de esplendor compreende o porquê do adjetivo  “maravilhosa” dado ao Rio de Janeiro. O site oficial do bondinho do Pão de Açúcar é: https://www.bondinho.com.br/categoria/.

Praça General Tibúrcio, na praia Vermelha, onde se toma o bondinho para o Pão de Açúcar.
Um lindo pôr do sol visto a partir do Pão de Açúcar. O Rio de Janeiro oferece aos visitantes esses momentos inesquecíveis.

Outro ponto turístico do Rio de Janeiro que eu gosto muito é a Floresta da Tijuca. Lembro-me bem que, quando criança, meus pais levavam a mim e a meus irmãos para passarmos um domingo caminhando, respirando ar puro, correndo, caindo e ralando o joelho ou brincando nos parques infantis da Floresta da Tijuca, a segunda maior floresta urbana do mundo, com 4.200 hectares. Ela é exuberante e muito agradável para passear. O bairro Alto da Boa Vista encontra-se dentro do perímetro da Floresta da Tijuca, e, como o lindo nome já insinua,  ele possui, no alto, boas vistas. É um recanto pitoresco e apreciado por apresentar belas paisagens verdejantes, sendo um bairro de classe média alta com muitos casarões e mansões, mas recentemente algumas moradias foram tranformadas em casas de eventos e festas.

A avenida Edson Passos é a artéria principal do bairro Alto da Boa Vista.

Foto do site: http://guiaparasedentarios.blogspot.com/p/alto-da-boa-vista.html.

Os pintores da Missão Artística Francesa, como Debret, Taunay e Grandjean de Montigny, retrataram amplamente diferentes pontos da cidade do Rio de Janeiro do século XIX, entretanto não consegui encontrar nenhuma tela representativa da Floresta da Tijuca. Na busca,  encontrei e gostei da obra nomeada de “Cena da Floresta da Tijuca”, do francês Henri Nicolas Vinet, que chegou ao Rio de Janeiro em 1856, permanecendo no Brasil pelos restantes vinte anos de sua existência.

“Cena da Floresta da Tijuca”, pintura de Henri Nicolas Vinet, 1875, Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Ainda hoje, sempre que recebo amigos estrangeiros ou de outras partes do Brasil, adoro levá-los a passear pela Floresta da Tijuca. O roteiro que faço e indico é bem simples, de carro ou de ônibus pode ser iniciado pelo bairro da Tijuca. Caso não se incomode de viajar em pé no ônibus, vá de metrô até a estação Uruguai e ali pegue os ônibus 301 ou 302 e desça na praça Afonso Viseu, mais conhecida como pracinha do Alto. A Floresta da Tijuca está a alguns passos para te acolher. Na minha opinião é uma visita bem interessante, mesmo que infelizmente se verifique um pouco de abandono nas estruturas oferecidas a um visitante mais exigente.

O limite do Parque Nacional da Tijuca, que é a segunda maior floresta urbana do mundo, é conhecido como Floresta da Tijuca.

Pretendo, através de onze fotos e de suas frases explicativas, levar cada um a caminhar por alguns pontos da Floresta da Tijuca. Que tal?

1 – Portão de entrada do Parque Nacional da Tijuca, conhecido como Floresta da Tijuca.
2 – A Estrada da Cascatinha, já dentro da Floresta da Tijuca.

A área atual da Floresta da Tijuca foi ocupada no início do séc. XIX, quando desmataram a Mata Atlântica e as primeiras mudas de pés de café foram introduzidas no Brasil, vindas da Guiana Francesa, de certa forma contrabandeadas, e assim grandes fazendas foram sendo implantadas em toda a serra da Tijuca. Um dos primeiros a ocupar a região foi o pintor francês Nicolas-Antoine Taunay e seus familiares – irmão, esposa e cinco filhos -, que construíram uma casa simples nas imediações de uma cascata, que mais tarde foi chamada de Cascatinha Taunay.

3 – A ponte Job de Alcântara, construída em 1865, e, ao fundo a Cascatinha Taunay.
4 – Detalhe da ponte Job de Alcântara, que homenageia um engenheiro português.
5 – A Cascatinha Taunay em foto tomada num período de estiagem.
6 – Belos detalhes na base da Cascatinha Taunay.

A história da Floresta da Tijuca é bastante controversa, já que implica a presença de famílias francesas e holandesas expatriadas da Europa que, com o apoio ou a omissão dos regentes de D. Pedro II, imperador do Brasil aos 6 anos de idade, ocuparam e devastaram a região, dando lugar a grandes fazendas de café. Um pouco dessa história escreve Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968), que foi gestor da Floresta da Tijuca de 1943 a 1947. Interessantes as citações históricas. 

“Só após haver o pintor Nicolas-Antoine Taunay adquirido um sítio fronteiro à Cascatinha da Tijuca e lá fixar residência com sua família, começou a ser citado o recanto como local de grande beleza natural e clima favorável. (…) Nas imediações formara-se uma concentração de nobres franceses que se dedicavam principalmente à cultura do café. (…) Acima da Cascatinha ficava a Baronesa de Rouan, abaixo o Príncipe de Montbéliard, do outro lado mais três nobres franceses: o Conde de Scey, o Conde de Gestas e a Senhora de Roquefeuil. (…) Todos dedicavam-se ao plantio do café bourbon, que dava muito bem na região. (…). Foi uma das razões que provocaram a devastação das matas (…). As mudas de café que o Sargento-Mor Palheta trouxera da Guiana Francesa foram transportadas para o Rio de Janeiro e resultou encontrarem condições ideais nas encostas da serra da Tijuca.” (Trecho retirado da obra “Floresta da Tijuca”, de Raymundo Ottoni de Castro Maya, que se encontra no site: https://reficio.cloud/rio/natureza/castro-maya-historico-floresta-tijuca/).

7 – Fonte de água e sua banheira de mármore branco na Floresta da Tijuca.
8 – Capela Mayrink na Floresta da Tijuca.
9 – O Recanto dos Pintores na Floresta da Tijuca.
10 – Ponte de madeira no Recanto dos Pintores.
11 – Vista Chinesa, na Floresta da Tijuca, em dia nublado.

Prometo escrever outro post sobre a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, mas acredito que seja de extrema importância ressaltar um outro ponto turístico conhecido internacionalmente: o Cristo Redentor.

O belo Cristo Redentor com a cidade do Rio de Janeiro aos seus pés.

Foto do site: https://pixabay.com/users/rafaelmousob-1260223/

Adoro ver as paisagens geográficas, como se eu estivesse as sobrevoando. Para conseguir esse resultado eu utilizo o Google Maps e assim tenho a sensação que estou do alto e vejo todos os detalhes espaciais de uma cidade, uma região ou qualquer lugar. A cidade do Rio de Janeiro tem o privilégio de nos possibilitar essa visão aérea, do alto do morro do Corcovado, com uma altitude de 710 m. Realmente é incrível chegar ao topo do morro e ver a cidade aos seus pés. Hoje temos o Cristo Redentor lá no alto, mas nem sempre foi ele que se sobressaiu na extremidade do morro do Corcovado, pois antes existiu o mirante Chapéu do Sol, obra que foi ordenada por Dom Pedro II em 1885. 

O Chapéu do Sol, obra solicitada por Dom Pedro II em 1885, mas que veio a ser inaugurada em 1902. Foto do grupo Rio Antigo do Facebook.

O Cristo Redentor é um símbolo reconhecido como uma das maravilhas do mundo e foi inaugurado com o apoio da Igreja Católica, que promoveu entre seus fiéis uma ampla arrecadação para a construção da estátua, e assim ela foi inaugurada em 1931. Para se chegar até o alto do morro do Corcovado, atualmente, as mais práticas possibilidades são através do trem do Corcovado, que tem a estação inicial no bairro do Cosme Velho ou por vans turísiticas com pontos de embarque no Largo do Machado ou na praça do Lido, em Copacabana. O site oficial do trem do Corcovado é: https://www.tremdocorcovado.rio/.

O imponente Cristo Redentor no alto do morro do Corcovado.

Pode ser que eu crie muita polêmica quanto à minha opinião sobre as visitas turísticas às favelas no Rio de Janeiro, mas particularmente não sou a favor e tentarei explicar o porquê. Começo a dizer que, pelo que eu saiba, esses roteiros turísticos organizados por empresas privadas não aportam nenhum lucro às comunidades, não contratam moradores locais e promovem uma visita superficial sem que os turistas compreendam a realidade dos moradores das favelas do Rio. São passeios turísticos com um caráter antropológico e com um distanciamento do tipo anticontaminação.

As visitas turísticas de jipe nas favelas cariocas são alvo de muitas críticas.

Para fudamentar minha posição crítica às visitas turísticas nas favelas do Rio de Janeiro, principalmente as que se utilizam de carros do tipo jipe, apresento trechos de um bom texto da professora doutora Ivana Bentes, da UFRJ. Leia com atenção para entender os motivos da censura a esses circuitos turísticos totalmente fora de contexto. 

“Os pobres são os novos índios? Uma humanidade singular que dispara fantasias de autenticidade, exotismo, ameaças, produz engajamento e piedade, as favelas produzem fabulações muito diversas e podem ser vistas como uma espécie de museu do capitalismo (…). O discurso midiático em curso, do medo difuso e demanda de repressão em relação aos territórios da pobreza, se mistura e se embaralha com as diferentes formas de consumir a pobreza, ligadas ao circuito do turismo e das trocas culturais. Uma cena comum em Copacabana e pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro, ainda causa certo estranhamento. Um imenso jipe verde-oliva, apinhado de turistas vestidos como se partissem para um safári africano (…). O Jeep Tour leva gente de todas as nacionalidades para ver de perto ou do alto do jipe esse “habitat natural” de uma pobreza ironicamente incorporada à imagem turística e folclórica do Rio de Janeiro”. (trecho extraído da publicação da Dra. Ivana Bentes, professora e pesquisadora da Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ, no site: https://jopbj.blogspot.com/2014/12/nao-deem-dinheiro-aos-pobres-turismo-de.html).

Favela Santa Marta, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Para finalizar, vou transcrever as falas de Andréia, presidente da Associação Comercial da Favela Santa Marta, que reclamou muito sobre a presença de uma empresa turística estranha na sua comunidade. Este relato foi feito ao diretor da faculdade de Comunicação Social da UERJ, professor João Maia, e sua orientanda de mestrado, Mariana Bispo.

“(…) os guias da empresa Jeep Tour passeiam com os turistas por dentro das vielas do Santa Marta e lucram alto com as visitas, mas os moradores mesmo não se beneficiam com isso. “Nem comprar coisas aqui no nosso comércio eles compram, os guias não param com eles para isso.” (…) O discurso de Andréia fica claro que os “favelas tours” realizados por agências de turismo não beneficiam a população local financeiramente e que, por isso, não seria algo até bem-vindo pelos moradores. (…) “Quando são os monitores locais as pessoas dão força, mas quando é guia de fora, os moradores não gostam. “Quando é com os monitores de turismo do Jeep Tour, os visitantes sequer compram alguma coisa aqui dentro (…)”. (trecho extraído da publicação do professor João Maia e da mestranda Mariana Bispo, da Faculdade de Comunicação Social da UERJ, no trabalho intitulado: “Os favelas tours: uma análise dos relatos dos usuários de um fórum de discussão comparada com a visão dos moradores de uma comunidade visitada no Rio de Janeiro”).

No filme “Eu não sou uma bruxa”, as condenadas vivem num acampamento e são postas como atração turística semelhante a um zoológico.

Foto do site: https://www.portalitpop.com/2018/04/critica-o-africano-eu-nao-sou-uma.htm.

Sou geógrafo, professor de Geografia, blogueiro e um apaixonado por filmes cults com temáticas étnicas, dramas sociais, culturais e políticos. Quando tenho oportunidade, num festival ou mostra de cinema, escolho os filmes com origem de países raros e de difícil distribuição. Num desses festivais, tive o enorme prazer de assistir ao filme: “Eu não sou uma bruxa”, da cineasta de Zâmbia, radicada em Londres, Rungano Nyoni. O filme é fantástico, mas a cena acima sintetiza minha opinião sobre as visitas turísticas que utilizam carros do tipo jipe. Alcançaram o contrassenso!

Restaurante La Trattoria, na rua Fernando Mendes, 7-A em Copacabana. Um dos melhores restaurantes italianos do Rio. Eu indico com certeza.

Concluindo o meu primeiro post sobre a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, não vou mentir, a cidade é bem cara. Muitos hotéis e restaurantes praticam preços abusivos, mas sempre há uma possibilidade de driblar essas situações buscando hotéis nos bairros um pouco distantes da orla marítima e encontrando restaurantes com boa comida e bom preço em Copacabana. Vou fazer algumas indicações:

Hotéis no Centro e no Catete:

1 – Hotel Selina Lapa,

2 – Casa Nova Hotel,

3 – Imperial Hotel Flamengo,

4 – Hotel Vitória.

Restaurantes em Copacabana:

1 – Restaurante La Trattoria,

2 – Restaurante Stambul,

3 – Restaurante Flor do Inhangá,

4 – Galeto Braseiro.

Portanto, depois dessas dicas e propostas de circuitos turísticos no Rio de Janeiro, acho que aqueles que não conhecem a Cidade Maravilhosa vão colocá-la no próximo roteiro de viagem. Aproveite!

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20 thoughts on “Rio de Janeiro, uma cidade maravilhosa”

  1. Excelente post! No hablo ni escribo portugués, pero lo entiendo muy bien. He estado 4 veces en Río de Janeiro, y la última estadía ha sido la mejor, nls alojamos en Casa Nova Hotel en Lapa, recorrimos la ciudad por nuestra cuenta, bajamos desde el Cristo Redentor, desde Paineirias hasta Parque do Laje caminando por los senderos, y así muchos paseos fuera del circuito turístico oficial, siempre respetando a los Cariocas, e impresionados por una ciudad tan llena de vida, naturaleza, alegría, pero también con sus problemas y grandes diferencias sociales.
    Agradezco tu publicación, y espero volver muchas veces mas.

    1. Carolina Troncoso, seguidora do blog. Te responderé escribiendo en español. Hablo y leo bien el español, pero escribo poco. Te enviaré un correo electrónico más tarde para conocerte mejor. Estoy muy contento con tu comentario positivo a mi publicación de Río de Janeiro. Nací y vivo en Río y tengo muchas críticas a mi ciudad, pero como escribo para seguidores que viajan, solo resalto situaciones extrañas que no puedo tolerar. Si puedes difundir mi blog con amigos te lo agradeceré. Gracias.

    1. Hélida, seguidora habitual do blog, fico feliz que você goste de meus posts e percebe que meu olhar é diferenciado. O que desejo mesmo é fazer com que os viajantes percebem além das aparências, pois assim a viagem fica muito mais impactante. As visitas turísticas nas favelas, da forma como é feita pelas empresas de jeeps é um abuso à privacidade e singularidade dos moradores. Muito Obrigado!!!!

    1. Ubiratan, seguidor do blog. Muito Obrigado por elogiar o meu trabalho. Claro que a cidade maravilhosa ajuda, mas como você percebeu eu gosto de relatar as esquisitices dos diferentes territórios. Tenho bastantes posts interessantes. Navegue e depois comente. Os posts da Geórgia são os meus preferidos.

    1. Levy Pinheiro, seguidor do blog. Muito Obrigado por elogiar o Rio de Janeiro, mas como eu relatei ela é uma cidade maravilhosa mas tem suas esquisitices.

  2. Adorei o post! A vista do pão de açúcar a partir da Praia do Flamengo é belíssima! Na minha opinião é uma das praias mais bonitas do Rio (o que estraga é a poluição da Baía de Guanabara). A vista chinesa é parada obrigatória sempre que vou ao alto da boa vista! É simplesmente maravilhoso poder admirar a cidade toda lá de cima! Sou apaixonada pela minha cidade, amei esse post!! ❤

    1. Querida amiga Isis, o Rio tem seus atrativos mas também suas esquisitices, e eu sempre percebo-as e acho importante ressaltá-las para que um viajante não caia em ciladas. Que bom que você amou o post. O meu objetivo é fazer com que todos nós, eu e o leitor se sintam felizes e viajem comigo a partir das minhas descrições. Mostrou aos seus pais. Obrigado.

  3. Ótima colocação a respeito das ” visitas Turísticas ” às favelas do Rio de Janeiro. Um tema pouco discutido quando falamos de turismo no Rio de Janeiro, porém muito importante.
    Um texto aos olhos de um verdadeiro carioca.

    1. Raisa, a questão do turismo nas favelas é grave. Eu achei importante levantar a questão para aqueles que ao visitar o Rio, e porventura ler o meu post, ficar alerta o quão esquisito é esta “visita turística”.

  4. Muito bom o texto, as fotos e a abordagem. Traz questões importantes para quem é do Rio e para quem visita o Rio e, como todo conhecimento expande fronteiras, também para quem visita outros locais não reproduzir as mesmas formas que criticamos em alguns olhares sobre nossa cidade.

    1. Luiz Rojo, seguidor e amigo de um grupo de debates. Muito boa a sua avaliação pois muitas das vezes o viajante desatento tem um olhar superficial e acaba não sentindo as idiossincrasias ou esquisitices do lugar. Leia o texto de Paris – amor à primeira vista que vc vai ver um trecho assim: “Madame Rama, com toda a sua espontaneidade, nos fez um pedido: se poderíamos continuar a conversar em português, pois ela adorava a sonoridade de nossa língua”. O que eu quis ressaltar é que se têm uma ideia muito errada sobre a cordialidade dos franceses. Obrigado pelo comentário.

    1. Bruno, adorei sua sugestão, eu conheço a Confeitaria, e quando aqui estiveram Silvia e Jairo, eu e Klaus fomos com eles lá. Mas agora fica para outro post do Rio…

  5. Excelente texto, com boas dicas, curiosidades e explicações. As fotos estão também muito boas. Parabéns pelo ótimo blog.

    1. Ricardo, espero que este post crie a boa polêmica da visão elitista e empresarial de fazer turismo nas favelas. Obrigado.

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